Um filme francês (bem) diferente. Os primeiros minutos nos remetem a entrar, e não sair, de uma prisão francesa. É lá que se passará o filme “O Profeta” (Un Prophète), em exibição no Espaço Unibanco, em Santos, nos seus mais de duas horas e 30 minutos.
Junto com a preparação do protagonista da história para entrar no cárcere, queremos saber o que ele fez e porque cumprirá a pena de seis anos. O filme do diretor francês Jacques Audiard abordará a questão muito rapidamente, suposta agressão a policiais. Tão somente.
Esse passado recente já não interessa mais. Dentro da prisão, o francês de origem árabe Malik El Djebena (Tahar Rahim), de apenas 19 anos, que tem o corpo cheio de cicatrizes, nos mostrará como é o sistema prisional do país europeu dos famosos vinhos e croissants.

Durante o filme, das cenas duras e de violência que assustam o espectador, sempre estaremos nos perguntando: quando Malik nos mostrará que é um profeta?
O filme manterá o espectador em atenção e tensão permanentes. Queremos saber porque estamos ali, talvez apenas para conhecer o outro lado do país da Torre Eiffel. Um lado, sem dúvida nenhuma, sem glamour, sem La Vie en Rose. Só sabemos que estamos na França pela língua.
“O Profeta” de 19 anos será, primeiramente, um “escravo” de um grupo corso da máfia, e depois, “escolarizado” na prisão, passará a ser também um “chefe”, e terá seus seguidores.
Malik, podemos dizer, é produto das circunstâncias. Primeiro chora, se desespera, quer apenas ficar “na sua”, cumprindo seus seis anos de prisão. Mas o sistema não deixa. Sairá da prisão um outro homem, com uma nova história.
“Profeta pode significar a pessoa que é capaz de predizer acontecimentos futuros; ou ainda uma pessoa que fala por inspiração divina ou em nome de Deus”.
Veja aqui o horário deste filme nos cinemas de Santos.