Dizer apenas que não gosta de política passa a impressão de que não entende a vida. Quem observa atentamente a natureza dos seres racionais e irracionais pode perceber, por exemplo, a organização de uma colméia e o papel da abelha-rainha, e captar a realidade da política. É mais fácil concluir que não se organiza uma sociedade sem política, do mesmo modo que não há água sem oxigênio. Por mais indigesto que possa transparecer, é isso mesmo, política e organização social têm a mesma essência natural. Políticos corruptos são também peculiaridades da espécie huma na, marcados por seus defeitos. Há 6.000 anos a Bíblia diz: pobre do homem que confia no homem.
A política de Santos já está com a temperatura em alta. Talvez por essa falta de gosto pela política, a sociedade local tem discutido nomes sem perguntar o que eles significam como agentes de mudança. Convém indagar. Santos está se transformando em uma cidade dual. Ela está montando duas etnias: os ricos e os pobres. Esse fenômeno não é original de nossa cidade. Ele já ocorreu em cidades famosas como Nova Iorque e Los Angeles, nos Estados Unidos. Aqui ele está surgindo e vai em um crescendo. Para rever essa tendência é necessário haver políticas públicas de geração de oportunidades e de inclusão.
Para trazer o clima desse momento para as telas dos computadores e desempenhar sua missão de participar ativamente da vida da cidade de Santos, ÓminhaSantos lançou ontem uma enquete para esboçar um perfil do eleitorado santista. A partir da próxima quinta-feira, os internautas poderão subir na Tribuna Cidadã sem restrição de cidadania, para comentar os comentários dos vereadores no Twitter. É preciso entender para mudar.