Domingo, 05 de Setembro de 2010
02/09/2010 23:29
+
Da inutilidade pública
01/09/2010 21:19
+
O carnaval santista de todos os dias
31/08/2010 22:54
+
Ecoeducação
30/08/2010 22:49
+
Vento e nostalgia...Partidas
29/08/2010 21:27
+
Médico, cura a ti mesmo!
26/08/2010 21:58
+
O trem, o porto e o sono do santista
25/08/2010 22:22
+
Ora bolas, CET!

 
 
25/07/2010 21:20

Lamentável realidade

Que nossa região tem um desenvolvimento desordenado e lento qualquer um pode perceber se comparar nossos potenciais econômico, geográfico e educacional com outras regiões de melhor oferta de trabalho e de ganhos, a exemplo de Campinas.

 

Nossa qualidade de vida é natural, dádiva de uma natureza oceânica circundada por uma das matas mais ricas em biodiversidade do Planeta e que, ostentadas em serras multiformes, desenham o horizonte noroeste do nosso litoral. Tem potencial turístico, como também produtivo e de serviço por abrigar o mais importante porto do Hemisfério Sul, por onde passam riquezas que representam quase 60% do comércio exterior brasileiro. Muitos dos nossos jovens sobem essa Serra todos os dias para conseguir ganhar a vida, por falta de oportunidade na Baixada.

 

Os dois agentes responsáveis por desenvolver a nossa região são incompetentes e irresponsáveis: Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo) e Agem (Agência Metropolitana de Desenvolvimento da Baixada Santista). Para falar pouco do primeiro, nos últimos anos quem tem vindo dirigir o porto é gente desalinhada com a região e com o processo portuário. No caso da nossa Agência de Desenvolvimento Metropolitano, tem se mostrado apenas como um cabide de emprego para resolver o ganho mensal de quem perdeu eleição e não dispõe ainda de uma boquinha melhor.

 

Quanto à visão política regional: não consegue alcançar os nossos pujantes horizontes ornados com a Serra do Mar a noroeste e com o oceânico Atlântico a sudeste.

 

1 Comentários
| Comente o texto
 
Enviado por Carlos Gama em 26/07/2010 (Santos)
Falamos e escrevemos, por anos a fio, a respeito da mutilação do cais santista, das possíveis conseqüências da ganância desmedida, da ausência de comprometimento e responsabilidade do poder público claramente a serviço de grupos que tinham os olhos nas possíveis fatias de um porto retalhado, mal retalhado, sem se preocuparem com o futuro e com os resultados destas ações gananciosas e irresponsáveis. O trabalhador foi usado e dado como o elemento responsável pelos altos custos das operações portuárias e também pelo “Custo Brasil”; a saída bem urdida, foi a redução dos ganhos da mão-de-obra portuária. Alguns anos passados, o cais santista hoje ainda continua com os mesmos altos custos e com a operacionalidade totalmente comprometida. Embora, em momentos de movimento normal de embarque e de descarga, alguns operadores de cargas específicas estejam lucrando mais e economizando tempo, por conta de sistemas mais modernos, em períodos como o de agora, quando a demanda de espaço para atracação de navios para embarque de açúcar é muito maior que o usual, as embarcações têm ficado até quarenta dias à espera de um ponto específico de atracação. Essa espera anormal encarece os fretes em geral e também os produtos de exportação, muitas vezes fechando portas para os produtores brasileiros. Tanto empresários quanto o governo, não poderiam e não podem agir de forma inconseqüente, chutando a bola para diante, na esperança de acertar na pura sorte. Embora meio atrasados, ainda dá tempo de adquirir maturidade. Hoje, três depois de ter escrito as linhas acima, eu leio no jornal local, que a presidência da CODESP muda regras no porto, para reduzir a fila de espera dos navios. Excelente! Exclamo eu, agradavelmente surpreso, até enveredar pelo conteúdo do texto, onde a explicação é mais clara. Simplesmente não poderão permanecer na “barra”, os navios que não estiverem com atracação já programada. Eles deverão esperar em mar aberto; mais sujeitos aos tão comuns ataques dos piratas. Será que não dá para regulamentar o “estacionamento” e vender cartões? A solução escolhida, foi varrer a sujeira para baixo do tapete, tirando-a da vista das visitas. Só mesmo por aqui.
 
 
www.omsantos.com.br © Todos os direitos reservados