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26/07/2010 23:37
A falta de qualidade de vida em Santos
Quem visita Ourinhos, cidade do oeste de São Paulo, percebe que suas ruas são mais largas que as de Santos. Além de um ar de altivez por abundância de área para circulação dos fluxos urbanos, esse tipo de traçado permite maior ventilação da cidade. Muito comum nas cidades americanas, as grandes cidades brasileiras como São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, têm essa característica; nesta, chama a atenção a largueza das calçadas de Copacabana.
Saturnino de Brito propôs ruas largas para Santos, com a justificativa de ventilá-la. Ele encontrou muitas dificuldades para implantar os canais de Santos e não conseguiu valer a sua proposta de arruamento com maior largura e melhor qualidade. Os vereadores da época tentaram se opor ao traçado dos canais que prejudicavam os interesses capitalistas e não permitiram as ruas que tirariam pedaços de terrenos de colaboradores de suas campanhas.
Enquanto considerarmos a Baixada Santista sem função metropolitana e definirmos a sua expansão olhando com estreiteza para os municípios isoladamente, continuaremos cometendo erros urbanísticos grosseiros e desenhando um futuro se qualidade e sem arte.
Atualmente está em discussão nessa mesma Câmara um projeto que diz respeito a linha de desenvolvimento de Santos. O Plano Diretor de Santos vai definir a ocupação do solo da cidade. Ela está com ruas estreitas e empilhando cada vez mais seus moradores. Bem diferente do que sonhava Saturnino de Brito.
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Comentários
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Enviado por
Carlos Gama
em 27/07/2010
(Santos)
Pelo que aqui leio, fica claro que não importa a época, os vereadores sempre estarão submissos às minorias e contra os interesses da cidade.
Estarreceu-me o conhecimento, há alguns dias, do resultado das alterações inseridas na norma que regula a ocupação do solo santista. A cidade tem regras e limites para ocupação do solo, mas esses limites podem ser excedidos, se os interessados pagarem uma taxa para tal fim. Então, para quê a lei?
As mudanças açodadas, feitas há doze anos, ainda deixam encafifados todos os não alheados.
Discutir agora o plano diretor de Santos, só tem sentido se a discussão for para tratar da ocupação da área continental, porque fora disso é conversa fiada, é pretender recompor a virgindade de uma anciã violentada costumeiramente desde a juventude.
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