O poder que no passado destruiu os bondes, hoje quer matar o futuro da região. Nosso VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) está só nas promessas de campanhas eleitorais. Há mais de vinte anos ele vem sendo prometido para quando o candidato for eleito. Eleito o candidato, nosso metrô de superfície volta a ser uma promessa esquecida, ou como agora, um filme no YouTube.
A prova mais evidente dessa enrolação foi a atitude do então recém-eleito governador José Serra quando voltou a Santos para lançar o projeto do emissário submarino. Indagado sobre a construção do VLT que ele tinha prometido na campanha, com a maior das caras de pau, ele respondeu que “precisava saber se o povo queria mesmo esse tipo de transporte” (sic).
Agora, novamente em campanha, Serra, com a mesma cara da pau e com a mesma certeza que já tinha dentro do peito de que o povo quer o VLT, faz promessa com filme no YouTube, como fez com a maquete da ponte sem projeto para a travessia Santos-Guarujá.
Por alguma razão o transporte urbano sobre trilhos permanece há mais de um século na Europa. Lá os donos das empresas de ônibus não têm práticas tão mesquinhas e de visão estreita como os daqui. E eles buscam o lucro do capital investido com a mesma ou maior vontade que os empresários no Brasil. Mas os políticos que eles apoiam têm de cuidar do contribuinte e eleitor com mais responsabilidade e carinho. E o povo parece votar melhor do que o daqui.
Leia também:
* Cadê a maquete do VLT?
* Por que o VLT some e aparece?
* VLT: conversa para boi dormir
* O povo quer saber: cadê o VLT